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As Guias na Umbanda

As GUIAS usadas na Umbanda são aqueles colares coloridos que os médiuns utilizam nos trabalhos, fazendo parte do uniforme do Umbandista.

Estes “colares” são verdadeiros pára-raios em defesa dos os médiuns. É um objeto no qual os Guias e Protetores imantam com determinadas forças para servirem de instrumentos em ocasiões precisas.

A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve como defesa deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com energias às quais ele não poderia suportar, daí a explicação para as guias que arrebentam de repente. Por ser de material altamente atrativo, a guia recebe toda a carga negativa que foi direcionada ao médium e arrebenta.

A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo; -serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito, -serve como instrumento de tratamento, -serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.

CONFECÇÃO DAS GUIAS

As guias devem ser confeccionadas com produtos naturais, pois são imantáveis e condutores de energias. Esses materiais podem ser: sementes, madeira como o bambu, pedras, conchas e outros objetos marinhos, pedras preciosas e semipreciosas (mesmo que lapidadas), cristais, porcelana, miçangas, dentes de animais, guizos e outros, como por exemplo, os metais.

Jamais se usa plástico ou outro produto artificial.

Usando-se os materiais citados acima, as guias serão confeccionadas de acordo com o pedido feito pelas entidades, de acordo com a doutrina da casa que você freqüenta ou de acordo com a necessidade daquela guia.

Não se pode montar uma guia só porque acha bonito, ou porque todos usam, ou porque você acha que deva usar.

Espere, tudo na sua hora!

Nas lojas especializadas encontram-se guias prontas dos mais variados modelos, mas existem casos em que a entidade pede para que você monte a guia pedida além de ser essa a forma mais indicada de se ter uma guia: você mesmo a fazer.

Porquê?

A guia é uma peça “benta” com força e irradiação para nos proteger e aumentar nossa força, nossa vibração e etc. São ritualisticamente preparadas, ou seja, imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e entidade), e conforme o objetivo a que se destinam.

Geralmente, quando uma entidade pede para seu filho montar a sua Guia, a mesma estará presente naquele momento, ou para dar orientações na montagem por intuição, ou para ver se o filho realmente tem o devido respeito pela religião (objetos, entidades, rituais e etc.) ou por vários outros motivos como, por exemplo, testes de fé, de paciência, pois tem vezes que a guia se quebra várias vezes antes de ficar pronta, ou às vezes a entidade está desenvolvendo sua mediunidade através das intuições e muito mais.

Por isso, para montar uma guia, deve-se estar tranqüilo, sem agitação externa e sem preocupações, enfim trabalhando, meditando e se conectando com seus Guias espirituais.

As guias, depois de prontas ou compradas devem ser descarregadas e cruzadas (benzidas).

Dependendo da doutrina de cada casa, as guias serão colocadas no conga por um determinado tempo, as vezes serão colocadas em certos recipientes com misturas de ervas, ou colocadas em sal grosso, e etc. Só depois de feito isso é que a entidade chefe da casa ou seu próprio guia vai cruzá-la.

Lembre-se, se a guia não foi cruzada, a mesma não terá nenhum valor.

Como dissemos acima, a guia será imantada com energias de acordo com as necessidades de quem vai usa-la e a que finalidade será utilizada.

TIPOS DE GUIAS

Existem pelo menos quatro tipos de guias que são utilizadas freqüentemente pelos filhos de fé.

São elas:

•Guia de proteção •Guia de tratamento •Guia do Orixá •Guias das Entidades

Cada guia tem seu formato e cores específicas, como já lemos acima, ela será de acordo com a necessidade a que se destina.

Veja a seguir algumas características das guias mais utilizadas.

GUIA DE PROTEÇÃO

Geralmente, quando um médium entra para a religião e começa a trabalhar numa casa de Umbanda, pede-se para que ele providencie a sua guia de proteção. Essa guia, não é uma regra, mas geralmente pede-se uma Guia de Oxalá, ou de Sete Linhas, em algumas casas utiliza-se uma guia “incomum”, ou seja, uma guia com cores e formatos diferentes do tradicional, de acordo com as instruções do Mentor da Casa é preparada uma guia “Daquele Centro”. A guia de Oxalá é de cor branca. Oxalá é o Orixá Maior representado por Jesus. Essa é a mais usada nos casos de proteção e tratamentos. Já a guia de Sete Linhas, é aquela que tem sete cores, ou seja, representa os sete Orixás da Umbanda. É utilizada também para proteção, pois significa que o médium está sob a proteção das Sete Linhas da Umbanda.

GUIA DE TRATAMENTO

Como vimos acima, usa-se muito a guia branca, pois ela tem, “também”, um efeito psicológico no tratamento. Quando uma pessoa vai passar por um tratamento utilizando essa guia, é dito ao paciente que é uma guia devidamente cruzada para aquele tratamento, e que essa guia branca é a guia que representa a força ou vibração de Jesus, Oxalá na Umbanda. Dito isso, a pessoa acaba tendo sua fé aumentada, só por ter dito que é de Jesus; e com isso se obtém melhores resultados no tratamento, não que outras guias não sirvam, mas a parte psicológica conta e muito. Existem casos em que a entidade lhe empresta ou te dá a guia Dele. Nestes casos, quando você for presenteado com uma, não precisa repor; mas, quando for solicitada a sua reposição, não se esqueça de faze-la, existe aí uma grande ligação entre paciente e entidade. Não precisa pressa, não; mas a devolução é um meio pelo qual a Entidade tem a certeza de que você ao menos tem interesse pelo “teu caso” e respeita o que o Caboclo ou Preto-Velho falou.

GUIA DO ORIXÁ

É a guia que está ligada à faixa vibratória do médium e também é a guia que representa a linhagem das entidades que trabalham com esse médium. A guia do Orixá é feita na cor relacionada ao Orixá, geralmente de uma cor só, apesar de existirem centros que trabalham com Orixás cruzados. Nesses casos as guias são de duas ou mais cores. Por exemplo, um Filho de Ogum, usa uma guia vermelha e um Filho de Oxossi usa uma guia verde. Ogum (guerreiro) tem sua vibração nos campos abertos, já Oxossi (caçador) tem sua vibração nas matas, então não sei como pode existir esse cruzamento de vibrações e Orixás, mas existe… Na maioria das vezes os médiuns ou outros membros recebem a  guia de seu Orixá com mais de uma perna apenas após o Amací que é o ritual de confirmação de Orixás na Umbanda, antes disso utilizam a de uma perna.

GUIAS DAS ENTIDADES

São aquelas guias que não tem um padrão, ou seja, cada entidade pede sua guia de trabalho de acordo com suas necessidades. Por isso é que temos tantos modelos de guias tão diferentes umas das outras; temos guias feitas com contas (bolinhas) coloridas e intercaladas com outros materiais, como dentes, olho de cabra, coquinhos e etc.

As guias das entidades devem ser feitas exatamente como elas pediram, pois tem grandes significados para elas que nós nem sequer imaginamos, é como um ponto riscado, cheio de mistérios. Algumas dão até para adivinhar, por exemplo, uma guia toda verde com sete flechas intercaladas e com o fechamento vermelho. Bem, vamos lá… A cor verde quer dizer que é um Caboclo (jamais vi um Preto-Velho ou um Exu com uma guia verde), as sete flechas poderia indicar o nome desse Caboclo e o fechamento vermelho pode estar indicando a linha que a entidade trabalha, nesse caso linha de Ogum. Então teríamos aí o Caboclo Sete Flechas de Ogum. Isso foi só um exemplo, bem fácil por sinal. Existem muitas outras guias que são indecifráveis para nós.

CORES DAS GUIAS

Existem cinco tipos de guias que tem cores e formato “padrão”.

•Branco e Verde – Caboclo

•Branco e Preto – Preto Velho

•Azul e Rosa – Crianças

•Vermelho e Preto – Exu

•Branco, Vermelho, Azul, Verde, Amarelo, Marrom e Roxo – 7 Linhas (Orixás)

Essas guias, modelo padrão, são encontradas nas lojas especializadas. E são feitas na contagem de sete contas de cada cor. Outros modelos de guias, só a pedido das entidades.

UTILIZANDO AS GUIAS

Geralmente os médiuns usam as seguintes guias no trabalho:

•De proteção

•Do seu Orixá

•Dos seus Guias (entidades que trabalham com o médium)

As guias são geralmente usadas no pescoço, porém em alguns casos pode-se notar que alguns médiuns as usam atravessadas no peito, outros na mão e etc. Isso ocorre por vários motivos.

Vejamos alguns:

•As guias usadas no pescoço servem como um elo de ligação entre seu Orixá (faixa vibratória) e a entidade atuante naquele momento. Usa-se a guia no pescoço para dar mais intensidade no lado mental do médium, melhorando a comunicação ou transmissão daquilo que a entidade pretende passar ou até mesmo ajudando na ligação do médium ao espírito na hora da incorporação das entidades, onde o médium precisa elevar a sua faixa vibratória e a entidade descer a sua para que ocorra a comunicação.

•Quando um médium utiliza a guia atravessada no peito, geralmente do lado direito para o esquerdo, é por causa do coração (estado emocional). A entidade percebe que seu filho está ou tem algum problema ou desvio emocional que poderia influenciar no trabalho, geralmente corações endurecidos, então a guia será imantada para agir na parte emocional do médium.

Utiliza-se a guia atravessada também em tratamentos de certas partes do corpo, mas somente quando for ordenado que seja dessa forma, caso contrário a guia deve ser colocada no pescoço normalmente.

O uso de guias atravessdas no peito tem seu uso restrito aos médiuns nos momentos de incorporação, fora isso o seu uso dessa maneira pertence aos ogans, ou atabaqueiros.

•Guias nas mãos ou enroladas no pulso, somente quando o médium está incorporado. Nesse caso, a entidade utiliza a guia para dar passes. Quando a entidade enrola sua guia na mão, às vezes nas mãos do consulente, ela está direcionando energias. Uma guia enrolada na mão da entidade serve como um condutor de energia que será emitida àquela pessoa, quando enrolada nas mãos do consulente, pode ser que a entidade esteja retirando energias negativas daquela pessoa.

Lembre-se que nem todas entidades trabalham dessa forma, cada um com seu jeito de trabalhar. Muitas entidades, ao invés de usar a guia para retirar ou emitir energias, preferem trabalhar com seu charuto ou cachimbo.

•Existem entidades que colocam suas guias no chão e pedem para que o consulente entre dentro daquele círculo na hora que forem passar pelo passe. Esse círculo forma um campo magnético, onde a entidade vai trabalhar as diversas energias que está sendo trazida pelo consulente.

Existem entidades que não colocam sua guia, mas fazem um círculo riscado no chão, e trabalham da mesma maneira.

•Algumas entidades usam suas guias no pescoço do consulente na hora do passe, outras usam as guias para formar um círculo no ponto riscado e etc.

Muito bem, aí foram algumas formas que as guias são usadas nos trabalhos. Podem existir muitas outras maneiras diferentes de se usar uma guia, mas tudo deve ser feito com orientação.

Uma guia cruzada, usada sem orientação ou de forma errada, pode causar problemas a quem as utiliza.

RELEMBRANDO

-As guias são elementos ritualísticos pessoais, individuais e intransferíveis, devendo ser confeccionadas, manipuladas e utilizadas somente pelo médium a quem se destinam.

-Deve-se observar que cada indivíduo e cada ambiente possuem um campo magnético e uma tônica vibracional próprios e individual (tanto positivo quanto negativo).

-A confecção ou manipulação das guias por outras pessoas, ou ainda, seu uso, em ambientes ou situações negativas ou discordantes com o trabalho espiritual, fatalmente acarretará uma “contaminação” ou interferência vibracional.

-Como elemento de atração e isolamento, funcionam como um tipo de “Para-Raios”, atraindo para si, toda (ou quase) a carga negativa ou estranha ao médium, isolando-o até certo ponto. No entanto, as guias irão permanecer “carregadas”, até serem devidamente “limpas”.

-Excepcionalmente, podem ser utilizadas pelo médium, para “puxar” uma determinada vibração, de forma a lhe proporcionar alivio em seus momentos de aflição. Nestes casos, 10 a 15 minutos de uso são suficientes.

-Em qualquer dos casos, a guia ira proporcionar uma interferência no campo magnético do médium. Dependendo da situação ou circunstância, poderá até mesmo causar-lhe um certo desconforto aparente ou mal-estar, devido a um aceleramento de sua Faixa Vibratória.

-Mesmo durante um trabalho espiritual ou ritualístico, notadamente antes de uma incorporação, o uso indiscriminado de diversas guias ao mesmo tempo, poderá prejudicar a sintonia do médium, uma vez que, diversas falanges serão atraídas ao mesmo tempo.

-Apenas em casos muito raros e excepcionais, podem ser utilizadas em outra pessoa, como forma a favorece-la com uma vibração positiva específica (notadamente em relação à saúde), observando-se, contudo o cuidado de ao retira-las, limpa-las adequadamente antes de serem reutilizadas pelo médium.

Como vimos, as guias são elementos ritualísticos muito sérios e como tal que devem ser respeitados e cuidados.

Seu uso deve se restringir ao trabalho espiritual, ao ambiente cerimonial (terreiro) e aos momentos de extrema necessidade por parte do médium.

Utilizar a guia em ambientes ou situações dissonantes com o trabalho espiritual, ou por mera vaidade e exibicionismo, é no mínimo um desrespeito para com a vibração a qual representam.

A guia é um objeto muito sério e deve ser utilizado com seriedade. Lembre-se que as guias são objetos sagrados e como tais devem ser tratadas.

Mas, o mais importante de fato, é que o Filho aprenda a ter fé e confiança nas Entidades e em Deus, não se apoiando em verdadeiras “muletas psicológicas” para se sentir protegido.

Lembre-se: o que está escrito aqui não é regra geral para a Umbanda!

Na queima da pólvora a luz de Oxalá…

fundango_3 Saravá e luz aos meus irmãos umbandistas, ou não, que veêm no estudo um aliado potentissimo em nossa caminhada espiritual; faz um tempo que não escrevo aqui, as funções do dia a dia são tantas que as coisas importantes acabam dando lugar para outras menos importantes, porém, fazendo uma coisa de cada vez vamos arrumando um jeito de atender todo mundo.

Desde as minhas primeiras visitas aos Terreiros de Umbanda, quando a curiosidade misturada a vontade de aprender me faziam ficar atento a tudo e a todos, notei a presença de um elemento de trabalho que nunca tinha visto ser usado em outros cultos religiosos, na época me deram o nome de “fundanga”, porém, o costume sempre me fez chamar pelo nome convencional, pólvora; o tempo foi passando e a medida que isso acontecia percebi a ampla utilização da pólvora nas Casas Umbandistas, porém,notei também que poucas pessoas que passam por um “ponto de pólvora” ,como é conhecido, ou até mesmo muitos que fazem o mesmo nas pessoas sabem a força deste ato, seu significado e sua real finalidade em nossa religião, então, vamos lá… Continuar lendo

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Orixás, Voduns e Nkissis

 

Nos últimos anos temos visto uma grande maioria de casas, centros que anexam ao culto umbandista o culto aos Orixás africanos, o Candomblé; Quando questionados a respeito da “umbandomblé” as lideranças umbandistas se dividem em opiniões, alguns contra, outros a favor, eu particularmente acredito que são religiões distintas, com foco e trabalho, definitivamente, muito diferente um do outro. Enquanto a Umbanda acredita no crescimento espiritual fundamentado na prática das 3 virtudes maiores que são a fé, a esperança e a caridade, o culto africano acredita no crescimento fundamentado no trabalho pessoal de melhoria com auxilio nos mitos vividos pelos Orixás da pessoa e as indicações decorrentes do sistema de Ifá Continuar lendo

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Umbanda de Jesus

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Sete Encruzilhadas, o Caboclo que anunciou o surgimento da Religião de Umbanda em 1908, declarou que Jesus seria o Mestre a ser seguido pelos umbandistas.
Controvérsias à parte, já que alguns não aceitam suas palavras como base para uma vida espiritual sadia, Jesus é o modelo mais perfeito escolhido para ser o espelho dos médiuns e demais seguidores da Umbanda.
Não há outro Médium vivido entre os homens que tenha subtraído toda a autoridade do Grande Mestre da Judéia em se tratando de vida mediúnica sadia e correta. Jesus, o Médium, em nenhum momento fez alarde de sua missão na Terra. Sendo detentor de tanta autoridade, jamais exigiu que os homens se subjugassem a Ele. Continuar lendo

A Mediunidade

ImagemSem dúvida nenhuma, a mediunidade ainda é um tema, que causa dúvidas e bastante polêmica entre os umbandistas. Volta e meia nos deparamos com superstições, mitos, medos, anseios, expectativas as mais diversas, de médiuns novatos e mesmo de alguns, que já possuem uma experiência mediúnica a bastante tempo.

Invariavelmente, também escutamos opiniões, declarações, testemunhos, e orientações sobre mediunidade e a sua prática, formatado por especulações, definidas por vivências pessoais e conceitos desenvolvidos através do achismo (“eu acho que…”). Continuar lendo

O que pensa Divaldo de Franco sobre a Umbanda ???

“… Na cultura brasileira, remanescente do africanismo, há uma postura muito pieguista, que é a do preto velho. E muitas pessoas acham que é sintoma de boa mediunidade ser intrumento de preto velho. Quando lhe explicamos que não há pretos velhos, nem brancos velhos, que todos são Espíritos, ficam muito magoadas, dizendo que nós, espíritas, não gostamos de pretos velhos. E lhes explicamos que não é o gostar ou não gostar. Se tivessem lido em O Livro dos Médiuns, O Laboratório do Mundo Espiritual, saberiam que se a entidade mantém determinadas características do mundo físico, é porque se trata de um ser atrasado. Imagine o Espírito que manquejava na Terra, porque teve uma perna amputada, ter de aparecer somente com a perna amputada. Ele pode aparecer conforme queira, para fazer-se identificar, não que seja o seu estado espiritual. Quando, ao retornar à Pátria da Verdade, com os conhecimentos das suas múltiplas reencarnações anteriores, pode apresentar-se conforme lhe aprouver.
Então, a questão do preto velho é um fenômeno de natureza animista africanista, de natureza piegas. Porque nós achamos que o fato de ter sido preto e velho, tem que ser Espírito bom, e não é. Pois houve muito preto velho escravo que era mau, tão cruel quanto o branco, insidioso e venal. E também houve e há muito branco velho que é venal, é indigno e corrompido. O fato de ter sido branco ou preto não quer dizer que seja um Espírito bom. Continuar lendo

Bruxos e Feiticeiros na Umbanda

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Recebemos um email do nosso irmão George Carlos de Cuiabá-MT nos perguntando a respeito da presença de entidades que se manifestam como bruxos e feiticeiros dentro das casas umbandistas, é certo? é possível? dentro de nossa limitada capacidade, mas crendo na assistência dos nossos guias e amigos espirituais, tentaremos responder ao irmão com a cautela e cuidado que o assunto tratado merece.

Não me lembro mais qual foi a primeira vez em que ouví falar sobre a presença de espiritos que se manifestam como bruxos e e feiticeiros na Umbanda, porém, me lembro da quantidade de vezes em que busquei conhecer, aprender, ler sobre esse assunto. Não é de se assustar que em uma religião que crê na unidade religiosa exista a presença de seres que pregam e vivem crenças diferentes unidos, assim acreditando já me deparei com uma diversidade enorme de falanges de trabalhos nas casas umbandistas tais como por exemplo a Falange dos Feiticeiros (que vem a ser a de São Cipriano), a Falange Real (de reis e rainhas), a Falange Imperial (composta por espiritos que viveram nos morros e favelas, não confundir com a falange dos Malandros), entre outros; Quando analisamos algumas dessas manifestações nos assustamos ou com a baixa vibração de espiritos que aproveitam da falta de conhecimento dos membros de algumas casas e inventam terem sido isso ou aquilo, cobram por supostos trabalhos que nada tem a ver com a energia que supostamente representam e realizam um verdadeiro desfile de carnaval com roupas que nem de longe lembram a Umbanda, ou nos assustamos com a constatação da veracidade de alguns que de tão evoluídos que são só de nos olhar já nos “desmontam” trazendo conhecimentos e ensinamentos antigos e milenares nos ensinando a verdadeira essência da magia enriquecendo assim a nossa tão querida Umbanda. Magos, Feiticeiros, Bruxos, Padres (sim, no passado existiu uma Falange de Padres na Umbanda) todos são bem vindos na Umbanda, não importa se são velhos, novos, antigos ou atuais, o que nos importa é a prática da caridade a que eles se propõe a fazer na Umbanda. Continuar lendo

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Pontos Riscados

Os estudiosos do assunto dizem que Umbanda é um vocábulo oriundo do termo abanheenga (a mais antiga língua falada no Brasil) “AUMBANDAM”, que significa: “o conjunto das Leis Divinas”. Outros dizem tratar-se, também, a sua origem da expressãom’banda (termo yorubá) que significa “aquele que cura”.

Essas leis estão gravadas no nosso ser, infelizmente, para a maioria dos homens, de forma velada, cabendo às Religiões, realizando a religação com Deus, torná-las conhecidas, trazendo-as ao campo da razão e da emoção, para que se tornem ativas nos indivíduos, plenificando-os de Luz. No “Sabedoria e no Amor” está a síntese das Leis Divinas, alcançá-las em plenitude é o trabalho da evolução humana, pois só aí se encontra a felicidade a paz ansiada pelos homens.

A presença, em todos eles, dos Instrutores Espirituais (Guias e Protetores) que assumem a roupagem fluídica de Caboclos, Crianças, Pais Velhos, já é o alerta principal para a mudança de vida e de valores, dentro da vivência das Leis de Deus. O Caboclosimboliza a Fortaleza, atributo necessário à vivência espiritual. Essa fortaleza só vai existir na simplicidade e serenidade perante a vida, na busca incessante do crescimento espiritual, sabendo valorizar o espiritual, na vivência da presente encarnação.

Pai Velho ou Preto-Velho vem simbolizar a Sabedoria, que é fruto da vivência, do sofrimento e do conhecimento das coisas espirituais. Só o sábio é humilde, pois só quem conhece a grandeza e a misericórdia de Deus em relação a nossa pequenez e ignorância é capaz de ser humilde, e compreender os seus semelhantes.

Criança simboliza, por sua vez, a Pureza. Essa Pureza está pousada na capacidade de amar na verdade, de confiar na ação do Pai, de ser feliz por existir e saber que é amado, destruindo no coração as mágoas, o orgulho e a vaidade, para amar os seus irmãos no respeito e no perdão. Assim é a Umbanda. No Templo Espiritualista devemos vivenciar o Movimento Umbandista de forma a trazer para o culto, práticas de tratamentos e estudo, o tripé espiritualista do ESTUDODISCIPLINA e TRABALHO, que acreditamos necessário a um movimento ascendente dos seus membros, onde os irmãos que nos procurem encontrem repostas aos anseios dos seus corações, no Coração Misericordioso de Jesus.

A umbanda é a Lei regida por princípios e regras em harmonia que não podemos alterar pela simples vontade; todos os que conscientemente, tentaram alterá-la, sofreram diferentes dissabores. Repetimos e afirmamos: a Umbanda é o movimento do Círculo Inicial do Triângulo e este, é o Ternário ou a Tríade, que exterioriza suas vibrações através das Três Formas ordenadas pela Lei, que são místicas pois simbolizam: A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a ambição; A simplicidade, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação; A humildade, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência, ou seja, a negação do poder temporal… No entanto, o Espírito, o nosso eu Real, jamais revelou, nem revelará, a sua verdadeira essência e “forma”, compreenda-se bem, sua “forma-essencial”. Ele externa sua consciência, seu livre arbítrio, por sua alma, pelo corpo mental, que engendra os elementos para a formação do denominado Corpo Astral ou Perispírito, que é uma “forma durável”, fixa, podemos dizer.

Tentaremos então explicar, que o espírito não tem Pátria, porém, conserva em si ou forma a sua alma pelos caracteres psíquicos de vários renascimentos, em diferentes Pátrias. Os ocupantes das formas que revelam um Karma limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três Formas já citadas… velando assim suas próprias vestimentas karmânicas.

Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Orixás ou Guias que assim procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e evoluíram numa encarnação passada.

Quando à chamada apresentação desses Espíritos, cremos ter ficado patente que o fazem sempre e invariavelmente dentro dessas três roupagens fluídicas como Orixás, Guias e grande percentagem dos que chamamos de Protetores, porque, parte destes, não necessita dessa adaptação, por já conservarem como próprias.

Nesta altura, faz-se necessário uma elucidação: sabemos, pelos ensinamentos dos Orixás, que essa Lei, essa Umbanda, é vivente em outros países, talvez não definida ainda com este nome, porém, os princípios e regras serão os mesmos. Quanto às “formas” são ou poderão ser as três que simbolizem, nestes países, os mesmos qualificativos que os nossos, ou sejam os mesmos no Brasil (Pureza,Simplicidade e Humildade). Agora por suas apresentações nos aparelhos (médium) devemos compreender como:características tríplices das manifestações chamadas incorporativas, que se externam: E essas características, salvo situações especiais, são inalteráveis em qualquer aparelhos, cujo Dom real o qualifique como Inconsciente(totalmente dirigido) ou Semi-Inconsciente(parcialmente dirigido). Então vamos passar a identificar, de um modo geral, os sinais exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos Orixás, Guias e Protetores, através de suas “máquinas transmissoras” pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE.

PONTOS RISCADOS – São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.

PEMBA – Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto. Os pontos riscados pelos guias espirituais são espaços mágicos cujas funções lhes são dadas por eles. Os pontos riscados se servem da escrita mágica sagrada simbólica. Dentro desta escrita mágica sagrada, os guias servem-se de signos, símbolos e ondas vibratórias que são realizadoras e, assim que são riscados, são ativados e começam a trabalhar.

A escrita mágica simbólica é tão antiga quanto a humanidade e, tem sido encon­trados signos e símbolos em construções antiqüíssimas dentro de túmulos e urnas funerárias com milhares de anos de idade, portanto, esta escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado a disposição da humanidade pelos seres espirituais superiores e que dela, muitos tem se servido no decorrer dos séculos. Existem milhares de ondas vibratórias que for­mam telas infinitas e das quais são retirados mode­los de símbolos e signos má­gicos, os quais as­sim que são riscados e ati­vados aqui no plano mate­rial, religam-se a elas que lhes da­rão sustentação nos traba­lhos que serão realizados.

Os guias espirituais preferem traba­lhar com espaços mágicos fechados ou circulares porque assim, suas irradiações ficam contidas dentro do círculo e não interferem com outros espaços mágicos riscados por outros guias dentro do mesmo espaço físico coletivo. Destas telas vibra­tó­rias são retirados símbolos e signos, sendo alguns bastante conhe­cidos e de fácil identificação e interpreta­ção, enquanto a maioria nos são desco­nhecidos e praticamente impossível de serem identificados e classificados.

Os guias espirituais de Umbanda servem-se de uma certa quantidade de símbolos e signos mágicos que aparentemente é limitada a algumas centenas apenas, pois pode-se encon­trar pontos riscados de diferentes entidades, a reprodução de símbolos e signos idênticos.

Algumas ordens antiqüíssimas cria­ram, a partir de signos e símbolos, suas escritas mágicas sagradas e cada uma delas serviu-se ou ainda se serve da sua simbologia, que se não é exclusiva, no entanto, tem significado especial e interpretação própria para cada grupo de usuários deste bem coletivo, colocado a nossa disposição por Deus.

Os pontos cabalísticos riscados com Pemba de calcário representam uma grafia de projeção bidimensional de símbolos que se revestem de todo poder mágico, que as forças cósmicas lhe oferecem. Muitos tentaram, mas não conseguiram mostrar os fundamentos ocultos da lei de Pemba, ou dos pontos riscados. É por isso que não se pode copiar e nem interpretar tais pontos.

Só a umbanda sagrada pode faze-lo justamente por ser escritas por Guias, que evocam os sagrados orixás e sabem o significado do que fazem. No entanto, tenho por certo que não se traça pontos apenas auxiliado por uma entidade incorporada, pois, se trata de codigos e como tal, assim como a astrologia e diversas outras codificações, tem uma regra, assim basta ao buscador, iniciado, comprometido e outorgado, se empenhar em decifrá-los.

O ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico. Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba. E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto.

Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos. Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marrafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior.

Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as conseqüências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.

Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, é interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba. Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava.

Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus. Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal. No umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial.

Saravá…

Conhecendo o Alecrim

Os espanhóis dizem que foi o alecrim que protegeu a Virgem Maria na sua fuga para o Egito e que, quando o seu manto roçava as flores brancas, estas iam ficando azuis.

Entre suas propriedades farmacológicas, podemos citar que é um tônico geral da circulação sanguínea e do sistema nervoso, sendo indicado em casos de esgotamento físico e mental. É ligeiramente diurético, estimulando as funções renais. Atua sobre a secreção biliar. É digestivo, atuando contra a formação excessiva de gases e também auxiliando na digestão de gorduras. Possui ainda um efeito hepatoprotetor e uma atividade anti-inflamatória, indicado contra afecções reumáticas e articulares. Externamente, estimula a circulação local e alivia as dores. No couro cabeludo, estimula a circulação e o crescimento capilar. Tem ainda ação anticaspa e previne a queda de cabelo. É importante, no entanto, ressaltar que seu uso durante a noite pode alterar o sono.

O alecrim é usado por cozinheiros e boticários desde os tempos mais remotos. Com fama de reforçar a memória, logo se tornou o emblema da fidelidade dos amantes. Costumava-se queimar alecrim resinoso no quarto dos doentes para purificar o ar, e espalhar os ramos nos tribunais, a fim de afastar a “febre das cadeias” (tifo).

Durante a peste, era transportado em bolsinhas em volta do pescoço, que se cheiravam quando se viajava por zonas suspeitas. Em algumas aldeias, põe-se a roupa branca a secar em cima do alecrim para que o sol liberte o seu aroma, que repele as traças. Também é uma boa planta para vedação de jardim.

Além do alecrim comum, existem muitas variedades, incluindo uma nova e vigorosa, chamada Swyer´s Selections, com grandes flores malva-azuladas, que pode atingir 2,5 metros em três anos. Há também uma variedade com as extremidades douradas e os textos antigos mencionam outra prateada. Atribuem-se poderes místicos ao alecrim, “Planta que só nasce no jardim dos justos”.

Algumas dicas

• Chá: juntar água fervendo sobre as folhas e extremidades floridas na proporção de uma xícara de chá para 8 a 10 gramas de erva fresca, ou 4 a 5 gramas de erva seca. Cubra e deixe repousar até chegar à temperatura adequada para ser ingerida.

• Infusão: Colocar de 100 a 500 gramas de folhas e/ou extremidades floridas num balde de água. Cozinhar de 20 a 40 minutos. Coar e despejar na água do banho. Fortifica as crianças fracas e auxilia nos casos citados acima.

• Sumo: o sumo seco e o pó das folhas servem para cicatrizar feridas.

• Vinho: 1 litro de vinho, 25 gramas de folhas de alecrim, 20 gramas de sálvia e 15 gramas de mel. Aquecer em banho-maria por 20 minutos. Repousar até esfriar. Tomar um cálice antes das refeições.

• Maceração: para cada copo de água, unir 10 gramas de folhas de alecrim, raízes de urtiga e bardana. Deixar em contato por no mínimo uma noite, no sereno e, no máximo, 15 dias. Fazer fricções no couro cabeludo. Faz o cabelo crescer e escurecer.

• Essência: usada para afastar traças.

• Culinária: Condimento em patês, molhos, saladas e temperos

Retirado do livro “A dieta de Jesus – Os segredos da Bíblia para uma alimentação saudável” de Heloísa Bernardes

Na Umbanda

O Alecrim é um maravilhoso desimpregnador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo na defumação, afasta a energia do mal olhado e harmoniza todo o ambiente. Queimando o seu caule purifica-se, de forma acentuada, o ambiente onde se encontram pessoas doentes.

Nos banhos de ervas o Alecrim equilibra o emocional, ajuda a perdoar as mágoas e restitui rapidamente a energia perdida. É uma das ervas que ajudam na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais. É a planta chave da falta de auto estima e aumenta a capacidade de aprendizado ativando o mental e o racional.

Erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Ajuda as crianças com estrutura emocional em desarmonia e atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É A ERVA DA CORAGEM.

Essa erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos e usado em escalda pés tira todas as energias negativas acumuladas durante o dia.

Algumas dicas de Ervas para:

Ajudar Desenvolver da Espiritualidade – jasmim, anis estrelado, alfazema, sálvia, camomila, rosa branca, boldo, alecrim, salsinha.

Limpar os Ambientes de Energia Negativa – cânfora, comigo ninguém pode, guiné, arruda, alecrim, espada de São Jorge.

Proteger Contra a Magia Negra e Negatividade – alecrim, louro, jasmim, cenoura, violeta, hortelã pimenta, verbena, gerânio, manjericão, patchuli, noz moscada.

Harmonizar e Equilibrar – malva, alecrim, alfazema, jasmim, anis estrelado, sálvia, camomila, rosa branca, girassol, flor de laranjeira, hortelã, ipê amarelo, lírio, melissa.

ATENÇÃO:

  • Antes de usar qualquer erva de forma fitoterápica, consulte sempre seu médico.
  • Antes de usar qualquer erva de forma energética, magnética, espiritual, religiosa, magística, consulte sempre seu Pai e/ou Guia Espiritual que cuida de você.

Afinal, mais do que ninguém, ele sabe o que é melhor ou pior para você. Entenda que de acordo com nosso estado energético e espiritual as ervas podem causar ações e reações que são diferentes de pessoa para pessoa.

Um ótimo final de semana a todos e muito Axé !

Banho de Ervas

Axééé ! Faz tempo que não falamos de banhos de ervas, não é mesmo? Sei que para algumas pessoas esse assunto já não é nenhuma novidade, no entanto, acredito que sempre é bom reafirmar a importância e ainda propiciar alguns esclarecimentos para aqueles que ainda não sabem o real valor de um banho de ervas.

Começo afirmando que para os médiuns umbandistas, banhos de ervas são fundamentais. Eles servem principalmente para limpar as energias negativas que estão impregnadas no corpo áurico, consequentemente, expelem influências de espíritos negativos. Ainda reequilibram e aumentam a capacidade mediúnica facilitando a incorporação e desobstruem os chacras ajudando a equilibrar o corpo físico e emocional. Obviamente que esses benefícios não são restritos a médiuns, mas a QUALQUER PESSOA.

Na Umbanda, especificamente, utilizamos ervas e flores em quase todos os rituais, inclusive nas giras e nas oferendas ritualísticas. Já os banhos de ervas são, de maneira geral, utilizados para que haja uma troca energética, é uma importante “ferramenta” natural que nos auxilia e nos proporciona enorme bem.

Certamente que o melhor banho é aquele que o Guia ou o Pai/Mãe Espiritual aconselha ou orienta, afinal, é importante ir de acordo com nossas reais necessidades, aquelas que muitas vezes não conhecemos ou entendemos. Sei que algumas vezes essas informações não chegam até nós e aí, precisamos buscar um pouco de conhecimento, alguns punhados de bom senso e uma pitada de intuição misturados com muita coerência e fé.

Lidar com erva e planta (ou mesmo com banho de erva) é extremamente complexo. Elas, penso eu, são como gente, cada uma tem uma preferência, uma forma específica de melhor viver, florescer, doar, ceder ou se defender. Elas possuem um jeito especial e particular de “falar” conosco e que, dependendo de nossa energia, também “respondem” de forma especial e particular; isso quer dizer que um banho de ervas, dependendo da energia pessoal de cada um, pode causar reações diferentes entre nós. Portanto, é importante ter boas orientações, ok?

Mas vale saber, existem algumas ervas e flores que são harmonizadoras e que não causam malefício algum, portanto, podem ser jogadas da cabeça (coroa) para baixo, inclusive nas crianças. Essas ervas/flores são: camomila, alfazema, rosa branca e sálvia.

E para aqueles que conhecem um pouco mais sobre ervas e Orixás, vale muito a pena unir a energia do dia da semana e do Orixá com as ervas, ou seja, aproveitar, por exemplo, terça-feira – dia da semana que é relacionado a Ogum – para tomar banho com ervas de Ogum. Um AXÉ todo especial no banho que se potencializa com nossa louvação e fé.

Vejam abaixo algumas ervas específicas aos dias da semana e aos Orixás, mas esclareço que dependendo da doutrina ou da tradição religiosa outras relações entre os dias da semana e os Orixás acontecem, por exemplo, existem terreiros que relacionam domingo com Nanã Buruque e outros ainda, com Oxalá, portanto, não esqueçam do bom senso, da coerência e da boa orientação.

Segunda-feira – Exu, Almas, Obaluaye – levante, folha de fumo, arruda, folha de figo. Importante tomar cuidado com essas ervas, elas são fortes e servem para descarrego, dessa forma, podem causar reações energéticas.

Terça-feira – Ogum – espada de Ogum, losna, aroeira, abre-caminho, jurubeba, São Gonçalinho, folha de manga, folhas de romã, samambaia, salgueiro.

Quarta-feira – Xangô – barba de velho, hortelã, erva de São João, lírio, urucum.

Quinta-feira – Oxóssi – acácia-jurema, samambaia, capim limão, guiné, alecrim, erva doce, eucalipto, manjericão.

Sexta-feira – Oxalá – boldo (tapete de Oxalá), narciso, hortelã, erva cidreira, eucalipto, alecrim, levante, alfavaca, girassol, avenca e manjerona.

Sábado – Iemanjá/Oxum – hortelã, lágrima de nossa senhora, rosa branca, boldo, avenca, folha de laranjeira, jasmim, alfazema, açucena, ipê amarelo, alfavaca, poejo.

Domingo – Linha das Crianças ou Ibejadas – levante, verbena, rosas, erva doce, guaraná, alecrim, trevo, folhas de anil.

E seguem mais algumas dicas legais que podem facilitar ou inspirar mais um pouco a prática do Banho de Ervas tão transformadora e benéfica para todos nós.

Os banhos de ervas secas devem ser preparados por infusão – ativar as ervas, colocá-las em um recipiente e derramar água fervente sobre elas. Tampar e deixar por 15 min. Coar e tomar o banho após o banho de higiene. Caules, raízes mais grossas e talos duros, como as espadas, devem ser fervidos por um período médio de 30 min.

Os banhos de ervas frescas devem ser preparados por maceração – colocar em um recipiente com água as ervas e macerá-las por alguns minutos, podendo aquecer levemente, coar e tomar o banho após o banho de higiene.

Os banhos normalmente devem ser preparados com números ímpares – com uma, três, cinco, sete ervas.

Potencializamos o Poder energético e natural do banho quando usamos águas naturais – como água de rio, chuva, cachoeira, poço, mar, etc.

BANHO NATURAL – são banhos que realizamos em sítios energéticos onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronário e frontal) localizados na cabeça. Aliás é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se realizados em locais livres da poluição.

Dentre eles podemos destacar:

Banho de mar: Ótimo para descarrego e para energização – importante ser realizado em mar com ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais.

Banho de cachoeira: com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa aura.

Banho solar: é todo banho tomado durante o dia, mesmo que esteja nublado (sem sol). A energia solar vitaliza e energiza, pois o sol fornece o “Prana” que alimenta nossa alma.

Banho lunar: é todo banho tomado à noite, desde que a Lua esteja descoberta (não pode haver nuvens). São os banhos que apresentam um aspecto magnético, frio, úmido e calmante.

Sei que parece estranho falar em ‘banho solar’ e ‘banho lunar’, mas a ideia aqui é se colocar sob o sol ou a lua com serenidade, consciente da intensa energia natural direcionando-a para o chacra coronário. É imaginar uma espécie de funil sobre a cabeça e permitir a entrada do forte magnetismo do sol ou da lua deixando-o percorrer o corpo com naturalidade e espírito de agradecimento. São apenas alguns minutos (15) de concentração leve, de respiração pausada e serenidade interna para se beneficiar dessa imensa energia, para sentir as melhoras internas e externas em todos os sentidos.

Enfim, espero que essas dicas sejam bem aproveitadas, pois “a diferença”, já é certeira.

Axéééé…