Arquivo mensal: fevereiro 2013

Bruxos e Feiticeiros na Umbanda

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Recebemos um email do nosso irmão George Carlos de Cuiabá-MT nos perguntando a respeito da presença de entidades que se manifestam como bruxos e feiticeiros dentro das casas umbandistas, é certo? é possível? dentro de nossa limitada capacidade, mas crendo na assistência dos nossos guias e amigos espirituais, tentaremos responder ao irmão com a cautela e cuidado que o assunto tratado merece.

Não me lembro mais qual foi a primeira vez em que ouví falar sobre a presença de espiritos que se manifestam como bruxos e e feiticeiros na Umbanda, porém, me lembro da quantidade de vezes em que busquei conhecer, aprender, ler sobre esse assunto. Não é de se assustar que em uma religião que crê na unidade religiosa exista a presença de seres que pregam e vivem crenças diferentes unidos, assim acreditando já me deparei com uma diversidade enorme de falanges de trabalhos nas casas umbandistas tais como por exemplo a Falange dos Feiticeiros (que vem a ser a de São Cipriano), a Falange Real (de reis e rainhas), a Falange Imperial (composta por espiritos que viveram nos morros e favelas, não confundir com a falange dos Malandros), entre outros; Quando analisamos algumas dessas manifestações nos assustamos ou com a baixa vibração de espiritos que aproveitam da falta de conhecimento dos membros de algumas casas e inventam terem sido isso ou aquilo, cobram por supostos trabalhos que nada tem a ver com a energia que supostamente representam e realizam um verdadeiro desfile de carnaval com roupas que nem de longe lembram a Umbanda, ou nos assustamos com a constatação da veracidade de alguns que de tão evoluídos que são só de nos olhar já nos “desmontam” trazendo conhecimentos e ensinamentos antigos e milenares nos ensinando a verdadeira essência da magia enriquecendo assim a nossa tão querida Umbanda. Magos, Feiticeiros, Bruxos, Padres (sim, no passado existiu uma Falange de Padres na Umbanda) todos são bem vindos na Umbanda, não importa se são velhos, novos, antigos ou atuais, o que nos importa é a prática da caridade a que eles se propõe a fazer na Umbanda. Continuar lendo

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Pontos Riscados

Os estudiosos do assunto dizem que Umbanda é um vocábulo oriundo do termo abanheenga (a mais antiga língua falada no Brasil) “AUMBANDAM”, que significa: “o conjunto das Leis Divinas”. Outros dizem tratar-se, também, a sua origem da expressãom’banda (termo yorubá) que significa “aquele que cura”.

Essas leis estão gravadas no nosso ser, infelizmente, para a maioria dos homens, de forma velada, cabendo às Religiões, realizando a religação com Deus, torná-las conhecidas, trazendo-as ao campo da razão e da emoção, para que se tornem ativas nos indivíduos, plenificando-os de Luz. No “Sabedoria e no Amor” está a síntese das Leis Divinas, alcançá-las em plenitude é o trabalho da evolução humana, pois só aí se encontra a felicidade a paz ansiada pelos homens.

A presença, em todos eles, dos Instrutores Espirituais (Guias e Protetores) que assumem a roupagem fluídica de Caboclos, Crianças, Pais Velhos, já é o alerta principal para a mudança de vida e de valores, dentro da vivência das Leis de Deus. O Caboclosimboliza a Fortaleza, atributo necessário à vivência espiritual. Essa fortaleza só vai existir na simplicidade e serenidade perante a vida, na busca incessante do crescimento espiritual, sabendo valorizar o espiritual, na vivência da presente encarnação.

Pai Velho ou Preto-Velho vem simbolizar a Sabedoria, que é fruto da vivência, do sofrimento e do conhecimento das coisas espirituais. Só o sábio é humilde, pois só quem conhece a grandeza e a misericórdia de Deus em relação a nossa pequenez e ignorância é capaz de ser humilde, e compreender os seus semelhantes.

Criança simboliza, por sua vez, a Pureza. Essa Pureza está pousada na capacidade de amar na verdade, de confiar na ação do Pai, de ser feliz por existir e saber que é amado, destruindo no coração as mágoas, o orgulho e a vaidade, para amar os seus irmãos no respeito e no perdão. Assim é a Umbanda. No Templo Espiritualista devemos vivenciar o Movimento Umbandista de forma a trazer para o culto, práticas de tratamentos e estudo, o tripé espiritualista do ESTUDODISCIPLINA e TRABALHO, que acreditamos necessário a um movimento ascendente dos seus membros, onde os irmãos que nos procurem encontrem repostas aos anseios dos seus corações, no Coração Misericordioso de Jesus.

A umbanda é a Lei regida por princípios e regras em harmonia que não podemos alterar pela simples vontade; todos os que conscientemente, tentaram alterá-la, sofreram diferentes dissabores. Repetimos e afirmamos: a Umbanda é o movimento do Círculo Inicial do Triângulo e este, é o Ternário ou a Tríade, que exterioriza suas vibrações através das Três Formas ordenadas pela Lei, que são místicas pois simbolizam: A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a ambição; A simplicidade, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação; A humildade, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência, ou seja, a negação do poder temporal… No entanto, o Espírito, o nosso eu Real, jamais revelou, nem revelará, a sua verdadeira essência e “forma”, compreenda-se bem, sua “forma-essencial”. Ele externa sua consciência, seu livre arbítrio, por sua alma, pelo corpo mental, que engendra os elementos para a formação do denominado Corpo Astral ou Perispírito, que é uma “forma durável”, fixa, podemos dizer.

Tentaremos então explicar, que o espírito não tem Pátria, porém, conserva em si ou forma a sua alma pelos caracteres psíquicos de vários renascimentos, em diferentes Pátrias. Os ocupantes das formas que revelam um Karma limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três Formas já citadas… velando assim suas próprias vestimentas karmânicas.

Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Orixás ou Guias que assim procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e evoluíram numa encarnação passada.

Quando à chamada apresentação desses Espíritos, cremos ter ficado patente que o fazem sempre e invariavelmente dentro dessas três roupagens fluídicas como Orixás, Guias e grande percentagem dos que chamamos de Protetores, porque, parte destes, não necessita dessa adaptação, por já conservarem como próprias.

Nesta altura, faz-se necessário uma elucidação: sabemos, pelos ensinamentos dos Orixás, que essa Lei, essa Umbanda, é vivente em outros países, talvez não definida ainda com este nome, porém, os princípios e regras serão os mesmos. Quanto às “formas” são ou poderão ser as três que simbolizem, nestes países, os mesmos qualificativos que os nossos, ou sejam os mesmos no Brasil (Pureza,Simplicidade e Humildade). Agora por suas apresentações nos aparelhos (médium) devemos compreender como:características tríplices das manifestações chamadas incorporativas, que se externam: E essas características, salvo situações especiais, são inalteráveis em qualquer aparelhos, cujo Dom real o qualifique como Inconsciente(totalmente dirigido) ou Semi-Inconsciente(parcialmente dirigido). Então vamos passar a identificar, de um modo geral, os sinais exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos Orixás, Guias e Protetores, através de suas “máquinas transmissoras” pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE.

PONTOS RISCADOS – São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.

PEMBA – Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto. Os pontos riscados pelos guias espirituais são espaços mágicos cujas funções lhes são dadas por eles. Os pontos riscados se servem da escrita mágica sagrada simbólica. Dentro desta escrita mágica sagrada, os guias servem-se de signos, símbolos e ondas vibratórias que são realizadoras e, assim que são riscados, são ativados e começam a trabalhar.

A escrita mágica simbólica é tão antiga quanto a humanidade e, tem sido encon­trados signos e símbolos em construções antiqüíssimas dentro de túmulos e urnas funerárias com milhares de anos de idade, portanto, esta escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado a disposição da humanidade pelos seres espirituais superiores e que dela, muitos tem se servido no decorrer dos séculos. Existem milhares de ondas vibratórias que for­mam telas infinitas e das quais são retirados mode­los de símbolos e signos má­gicos, os quais as­sim que são riscados e ati­vados aqui no plano mate­rial, religam-se a elas que lhes da­rão sustentação nos traba­lhos que serão realizados.

Os guias espirituais preferem traba­lhar com espaços mágicos fechados ou circulares porque assim, suas irradiações ficam contidas dentro do círculo e não interferem com outros espaços mágicos riscados por outros guias dentro do mesmo espaço físico coletivo. Destas telas vibra­tó­rias são retirados símbolos e signos, sendo alguns bastante conhe­cidos e de fácil identificação e interpreta­ção, enquanto a maioria nos são desco­nhecidos e praticamente impossível de serem identificados e classificados.

Os guias espirituais de Umbanda servem-se de uma certa quantidade de símbolos e signos mágicos que aparentemente é limitada a algumas centenas apenas, pois pode-se encon­trar pontos riscados de diferentes entidades, a reprodução de símbolos e signos idênticos.

Algumas ordens antiqüíssimas cria­ram, a partir de signos e símbolos, suas escritas mágicas sagradas e cada uma delas serviu-se ou ainda se serve da sua simbologia, que se não é exclusiva, no entanto, tem significado especial e interpretação própria para cada grupo de usuários deste bem coletivo, colocado a nossa disposição por Deus.

Os pontos cabalísticos riscados com Pemba de calcário representam uma grafia de projeção bidimensional de símbolos que se revestem de todo poder mágico, que as forças cósmicas lhe oferecem. Muitos tentaram, mas não conseguiram mostrar os fundamentos ocultos da lei de Pemba, ou dos pontos riscados. É por isso que não se pode copiar e nem interpretar tais pontos.

Só a umbanda sagrada pode faze-lo justamente por ser escritas por Guias, que evocam os sagrados orixás e sabem o significado do que fazem. No entanto, tenho por certo que não se traça pontos apenas auxiliado por uma entidade incorporada, pois, se trata de codigos e como tal, assim como a astrologia e diversas outras codificações, tem uma regra, assim basta ao buscador, iniciado, comprometido e outorgado, se empenhar em decifrá-los.

O ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico. Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba. E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto.

Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos. Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marrafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior.

Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as conseqüências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.

Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, é interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba. Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava.

Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus. Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal. No umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial.

Saravá…

Conhecendo o Alecrim

Os espanhóis dizem que foi o alecrim que protegeu a Virgem Maria na sua fuga para o Egito e que, quando o seu manto roçava as flores brancas, estas iam ficando azuis.

Entre suas propriedades farmacológicas, podemos citar que é um tônico geral da circulação sanguínea e do sistema nervoso, sendo indicado em casos de esgotamento físico e mental. É ligeiramente diurético, estimulando as funções renais. Atua sobre a secreção biliar. É digestivo, atuando contra a formação excessiva de gases e também auxiliando na digestão de gorduras. Possui ainda um efeito hepatoprotetor e uma atividade anti-inflamatória, indicado contra afecções reumáticas e articulares. Externamente, estimula a circulação local e alivia as dores. No couro cabeludo, estimula a circulação e o crescimento capilar. Tem ainda ação anticaspa e previne a queda de cabelo. É importante, no entanto, ressaltar que seu uso durante a noite pode alterar o sono.

O alecrim é usado por cozinheiros e boticários desde os tempos mais remotos. Com fama de reforçar a memória, logo se tornou o emblema da fidelidade dos amantes. Costumava-se queimar alecrim resinoso no quarto dos doentes para purificar o ar, e espalhar os ramos nos tribunais, a fim de afastar a “febre das cadeias” (tifo).

Durante a peste, era transportado em bolsinhas em volta do pescoço, que se cheiravam quando se viajava por zonas suspeitas. Em algumas aldeias, põe-se a roupa branca a secar em cima do alecrim para que o sol liberte o seu aroma, que repele as traças. Também é uma boa planta para vedação de jardim.

Além do alecrim comum, existem muitas variedades, incluindo uma nova e vigorosa, chamada Swyer´s Selections, com grandes flores malva-azuladas, que pode atingir 2,5 metros em três anos. Há também uma variedade com as extremidades douradas e os textos antigos mencionam outra prateada. Atribuem-se poderes místicos ao alecrim, “Planta que só nasce no jardim dos justos”.

Algumas dicas

• Chá: juntar água fervendo sobre as folhas e extremidades floridas na proporção de uma xícara de chá para 8 a 10 gramas de erva fresca, ou 4 a 5 gramas de erva seca. Cubra e deixe repousar até chegar à temperatura adequada para ser ingerida.

• Infusão: Colocar de 100 a 500 gramas de folhas e/ou extremidades floridas num balde de água. Cozinhar de 20 a 40 minutos. Coar e despejar na água do banho. Fortifica as crianças fracas e auxilia nos casos citados acima.

• Sumo: o sumo seco e o pó das folhas servem para cicatrizar feridas.

• Vinho: 1 litro de vinho, 25 gramas de folhas de alecrim, 20 gramas de sálvia e 15 gramas de mel. Aquecer em banho-maria por 20 minutos. Repousar até esfriar. Tomar um cálice antes das refeições.

• Maceração: para cada copo de água, unir 10 gramas de folhas de alecrim, raízes de urtiga e bardana. Deixar em contato por no mínimo uma noite, no sereno e, no máximo, 15 dias. Fazer fricções no couro cabeludo. Faz o cabelo crescer e escurecer.

• Essência: usada para afastar traças.

• Culinária: Condimento em patês, molhos, saladas e temperos

Retirado do livro “A dieta de Jesus – Os segredos da Bíblia para uma alimentação saudável” de Heloísa Bernardes

Na Umbanda

O Alecrim é um maravilhoso desimpregnador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo na defumação, afasta a energia do mal olhado e harmoniza todo o ambiente. Queimando o seu caule purifica-se, de forma acentuada, o ambiente onde se encontram pessoas doentes.

Nos banhos de ervas o Alecrim equilibra o emocional, ajuda a perdoar as mágoas e restitui rapidamente a energia perdida. É uma das ervas que ajudam na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais. É a planta chave da falta de auto estima e aumenta a capacidade de aprendizado ativando o mental e o racional.

Erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Ajuda as crianças com estrutura emocional em desarmonia e atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É A ERVA DA CORAGEM.

Essa erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos e usado em escalda pés tira todas as energias negativas acumuladas durante o dia.

Algumas dicas de Ervas para:

Ajudar Desenvolver da Espiritualidade – jasmim, anis estrelado, alfazema, sálvia, camomila, rosa branca, boldo, alecrim, salsinha.

Limpar os Ambientes de Energia Negativa – cânfora, comigo ninguém pode, guiné, arruda, alecrim, espada de São Jorge.

Proteger Contra a Magia Negra e Negatividade – alecrim, louro, jasmim, cenoura, violeta, hortelã pimenta, verbena, gerânio, manjericão, patchuli, noz moscada.

Harmonizar e Equilibrar – malva, alecrim, alfazema, jasmim, anis estrelado, sálvia, camomila, rosa branca, girassol, flor de laranjeira, hortelã, ipê amarelo, lírio, melissa.

ATENÇÃO:

  • Antes de usar qualquer erva de forma fitoterápica, consulte sempre seu médico.
  • Antes de usar qualquer erva de forma energética, magnética, espiritual, religiosa, magística, consulte sempre seu Pai e/ou Guia Espiritual que cuida de você.

Afinal, mais do que ninguém, ele sabe o que é melhor ou pior para você. Entenda que de acordo com nosso estado energético e espiritual as ervas podem causar ações e reações que são diferentes de pessoa para pessoa.

Um ótimo final de semana a todos e muito Axé !

Banho de Ervas

Axééé ! Faz tempo que não falamos de banhos de ervas, não é mesmo? Sei que para algumas pessoas esse assunto já não é nenhuma novidade, no entanto, acredito que sempre é bom reafirmar a importância e ainda propiciar alguns esclarecimentos para aqueles que ainda não sabem o real valor de um banho de ervas.

Começo afirmando que para os médiuns umbandistas, banhos de ervas são fundamentais. Eles servem principalmente para limpar as energias negativas que estão impregnadas no corpo áurico, consequentemente, expelem influências de espíritos negativos. Ainda reequilibram e aumentam a capacidade mediúnica facilitando a incorporação e desobstruem os chacras ajudando a equilibrar o corpo físico e emocional. Obviamente que esses benefícios não são restritos a médiuns, mas a QUALQUER PESSOA.

Na Umbanda, especificamente, utilizamos ervas e flores em quase todos os rituais, inclusive nas giras e nas oferendas ritualísticas. Já os banhos de ervas são, de maneira geral, utilizados para que haja uma troca energética, é uma importante “ferramenta” natural que nos auxilia e nos proporciona enorme bem.

Certamente que o melhor banho é aquele que o Guia ou o Pai/Mãe Espiritual aconselha ou orienta, afinal, é importante ir de acordo com nossas reais necessidades, aquelas que muitas vezes não conhecemos ou entendemos. Sei que algumas vezes essas informações não chegam até nós e aí, precisamos buscar um pouco de conhecimento, alguns punhados de bom senso e uma pitada de intuição misturados com muita coerência e fé.

Lidar com erva e planta (ou mesmo com banho de erva) é extremamente complexo. Elas, penso eu, são como gente, cada uma tem uma preferência, uma forma específica de melhor viver, florescer, doar, ceder ou se defender. Elas possuem um jeito especial e particular de “falar” conosco e que, dependendo de nossa energia, também “respondem” de forma especial e particular; isso quer dizer que um banho de ervas, dependendo da energia pessoal de cada um, pode causar reações diferentes entre nós. Portanto, é importante ter boas orientações, ok?

Mas vale saber, existem algumas ervas e flores que são harmonizadoras e que não causam malefício algum, portanto, podem ser jogadas da cabeça (coroa) para baixo, inclusive nas crianças. Essas ervas/flores são: camomila, alfazema, rosa branca e sálvia.

E para aqueles que conhecem um pouco mais sobre ervas e Orixás, vale muito a pena unir a energia do dia da semana e do Orixá com as ervas, ou seja, aproveitar, por exemplo, terça-feira – dia da semana que é relacionado a Ogum – para tomar banho com ervas de Ogum. Um AXÉ todo especial no banho que se potencializa com nossa louvação e fé.

Vejam abaixo algumas ervas específicas aos dias da semana e aos Orixás, mas esclareço que dependendo da doutrina ou da tradição religiosa outras relações entre os dias da semana e os Orixás acontecem, por exemplo, existem terreiros que relacionam domingo com Nanã Buruque e outros ainda, com Oxalá, portanto, não esqueçam do bom senso, da coerência e da boa orientação.

Segunda-feira – Exu, Almas, Obaluaye – levante, folha de fumo, arruda, folha de figo. Importante tomar cuidado com essas ervas, elas são fortes e servem para descarrego, dessa forma, podem causar reações energéticas.

Terça-feira – Ogum – espada de Ogum, losna, aroeira, abre-caminho, jurubeba, São Gonçalinho, folha de manga, folhas de romã, samambaia, salgueiro.

Quarta-feira – Xangô – barba de velho, hortelã, erva de São João, lírio, urucum.

Quinta-feira – Oxóssi – acácia-jurema, samambaia, capim limão, guiné, alecrim, erva doce, eucalipto, manjericão.

Sexta-feira – Oxalá – boldo (tapete de Oxalá), narciso, hortelã, erva cidreira, eucalipto, alecrim, levante, alfavaca, girassol, avenca e manjerona.

Sábado – Iemanjá/Oxum – hortelã, lágrima de nossa senhora, rosa branca, boldo, avenca, folha de laranjeira, jasmim, alfazema, açucena, ipê amarelo, alfavaca, poejo.

Domingo – Linha das Crianças ou Ibejadas – levante, verbena, rosas, erva doce, guaraná, alecrim, trevo, folhas de anil.

E seguem mais algumas dicas legais que podem facilitar ou inspirar mais um pouco a prática do Banho de Ervas tão transformadora e benéfica para todos nós.

Os banhos de ervas secas devem ser preparados por infusão – ativar as ervas, colocá-las em um recipiente e derramar água fervente sobre elas. Tampar e deixar por 15 min. Coar e tomar o banho após o banho de higiene. Caules, raízes mais grossas e talos duros, como as espadas, devem ser fervidos por um período médio de 30 min.

Os banhos de ervas frescas devem ser preparados por maceração – colocar em um recipiente com água as ervas e macerá-las por alguns minutos, podendo aquecer levemente, coar e tomar o banho após o banho de higiene.

Os banhos normalmente devem ser preparados com números ímpares – com uma, três, cinco, sete ervas.

Potencializamos o Poder energético e natural do banho quando usamos águas naturais – como água de rio, chuva, cachoeira, poço, mar, etc.

BANHO NATURAL – são banhos que realizamos em sítios energéticos onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronário e frontal) localizados na cabeça. Aliás é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se realizados em locais livres da poluição.

Dentre eles podemos destacar:

Banho de mar: Ótimo para descarrego e para energização – importante ser realizado em mar com ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais.

Banho de cachoeira: com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa aura.

Banho solar: é todo banho tomado durante o dia, mesmo que esteja nublado (sem sol). A energia solar vitaliza e energiza, pois o sol fornece o “Prana” que alimenta nossa alma.

Banho lunar: é todo banho tomado à noite, desde que a Lua esteja descoberta (não pode haver nuvens). São os banhos que apresentam um aspecto magnético, frio, úmido e calmante.

Sei que parece estranho falar em ‘banho solar’ e ‘banho lunar’, mas a ideia aqui é se colocar sob o sol ou a lua com serenidade, consciente da intensa energia natural direcionando-a para o chacra coronário. É imaginar uma espécie de funil sobre a cabeça e permitir a entrada do forte magnetismo do sol ou da lua deixando-o percorrer o corpo com naturalidade e espírito de agradecimento. São apenas alguns minutos (15) de concentração leve, de respiração pausada e serenidade interna para se beneficiar dessa imensa energia, para sentir as melhoras internas e externas em todos os sentidos.

Enfim, espero que essas dicas sejam bem aproveitadas, pois “a diferença”, já é certeira.

Axéééé…

Pai Pedro Miranda na FTU

Pai Pedro Miranda nas dependências da Ayom Records:
disposição, bom humor e espiritualidade

Texto: William de Ayrá (Obashanan) Fotos: Antônio Luz (Aratish) e Yatacyara (Vivian Lerner)

Pai Pedro desce do carro cantando quando chega do aeroporto, trazido por nosso irmão Ivanildo o Aratiara, um dos alabês da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino. Nada de bagagem, apenas sua bengala e um saquinho com seus documentos. No pescoço uma guia de Exu cruzada com Omulu, seu orixá, guia essa que ganhou do Exu Sr. Capa Preta, quando veio à FTU pela primeira vez. “Eu nunca a tiro do pescoço.” – nos disse quando da sessão de gravação na Cabana de Pai Omulu no Rio. “A coloco sempre ao lado da minha cama quando vou dormir. É minha companheira!”
Mesmo para quem já o conhece é surpreendente sua disposição e no que pese sua idade, parece que a vivência por quase oito décadas convivendo com milhares de terreiros por esse Brasil afora em nada afetaram sua alegria e sua fé nas coisas da “Banda”.
Cara, ele cantou o caminho inteiro!”, diz Aratiara, me olhando com o mesmo espanto que tive quando conheci Pai Pedro Miranda nas dependências da FTU. Um misto de alegria e respeito, pois aqueles pontos trazem importantíssimas informações do passado do Movimento Umbandista, que afinal de contas estavam se perdendo e assim como eu, Aratiara é um amante dos cânticos e invocações das religiões brasileiras. “É que ele é um mestre que ensina cantando…” respondi, correndo para abrir a porta da sede da Ayom Records para Pai Pedro ir descansar. Ao entrar, seu vozeirão já emendou um ponto bem antigo de saudação: “Quando nessa casa entrei, eu louvei a cumeeira, eu louvei dono da casa, eu louvei família inteira…” Eu sabia que não haviam intenções rituais em seu canto, mas como a voz tem axé, vai saber… sua louvação estava mais que bem vinda.

Emocionados todos aplaudiam Pai Pedro de pé ao final de cada ponto
Sentou-se à mesa e pediu um copo d’água. Só. Homem simples, Pai Pedro não se interessa por grandes festejos e honrarias. Mas gosta de uma prosa e iniciamos uma conversa bem longa sobre a Umbanda do passado, seus personagens e suas curiosidades, enquanto preparávamos o almoço. Toca o celular, é um dos seus filhos de santo, o Renato, que estava a caminho, ele e mais três vinham do Rio de Janeiro de carro. Parecia preocupado. Digo-lhe que Pai Pedro está bem e corro para atender agora a campainha, consciente de que hoje em dia somos escravos de ruídos eletrônicos. Era Hilário Bispo, o Babal’Arena, que vinha entrevistar Pai Pedro para seu blogue. Já de cara se afinizaram, dois batutas bons de papo, umas três horas de conversa gravada (que em breve disponibilizaremos aqui no Ayom) que não foi interrompida nem com a carne de panela com arroz e feijão.
Entre uma lembrança e outra, Pai Pedro cantava sempre um ponto que havia ouvido num terreiro aqui, noutro ali e com sua memória excepcional lembrava-se dos fatos com uma riqueza de detalhes impressionante, desde o nome dos envolvidos até o endereço dos terreiros em questão. Contou-nos histórias incríveis dos tempos de Pai Zélio de Morais, da fundação da Tenda São Jorge, e de outros personagens importantíssimos para o povo do santo, tais como Pai Tancredo da Silva Pinto, Pai Joãozinho da Gomeia, Pai Matta e Silva e muitos outros eventos tais como a incrível manifestação do Exu Sete da Lira, um marco na história da religiosidade brasileira, que em breve também contaremos aqui. E sempre, claro, lembrando pontos cantados, de raiz e de louvação.
Os alabês da FTU e da Cabana de Mestre Omulu, juntos,
acompanhando Pai Pedro Miranda
 
Depois de quase uma centena de cafezinhos e muitas cachimbadas, em meio a risadas e boas lembranças, nos dirigimos para a FTU, onde quase trezentas pessoas aguardavam ansiosamente a sua presença. Ao ser anunciado, Pai Pedro fêz uma quase-prece de abertura, louvando a todos os Orixás, guias e protetores de nossa Umbanda e pedindo permissão para que ele pudesse cantar suas invocações e louvações naquele espaço sagrado.
 
Trezentas pessoas se aglomeraram para ver Pai Pedro Miranda
na Faculdade de Teologia Umbandista
Então, surpresa, o que se viu foi a presença de um artista extremamente profissional, com perfeita consciência de espaço e de um carisma com o público só visto em grandes cantores. Se a FTU pretende aproximar os saberes acadêmicos dos tradicionais, a apresentação de Pai Pedro foi um grande exemplo da unidade que se pode conseguir neste quesito, quando o assunto é música.
Uma curiosidade, que exemplifica a impressionante memória de Pai Pedro Miranda é o fato de que em seu disco, duplo, podemos ouvir mais de quarenta cantigas. Pai Pedro cantou apenas três delas em sua apresentação, que durou duas horas. Todas os outros pontos apresentadas foram vindo na hora, “inéditos”, jamais gravados, cantigas antiqüíssimas, já completamente esquecidas e que foram relembrados facilmente por ele. Começou com pontos incríveis de Preto Velho. Num deles, repentinamente se empolgou, jogou a bengala para o cambone e saiu para o meio da galera, puxando uma roda onde todos dançaram extasiados.
 
Pai Pedro fez uma emocionante louvação aos Caboclos
Depois com uma saudação maravilhosa aos caboclos, mandou mais meia hora de pontos incríveis de nossos ancestrais da raça vermelha. A platéia era toda ouvidos. Muitos dos pontos eram clássicos da invocação umbandista e a maioria desconhecidos. Uma pausa de 15 minutos, Pai Pedro foi abraçado por Pai Rivas, que sempre aberto a todas as formas de Umbanda, ratificou o convite para que Pai Pedro comparecesse no I Congresso de Umbanda do Século XXI a ser realizado em novembro. Pai Pedro descansou um pouco e respondeu a perguntas de vários irmãos umbandistas, curiosos que estavam por conhecerem detalhes e curiosidades da Umbanda dos primeiros anos.
Pai Pedro encerrou o evento com pontos de Yemanjá e Xangô
 
Pai Pedro voltou cantando pontos de Yemanjá e de Xangô, regendo os alabês como faz um maestro com sua orquestra e numa emocionante despedida, saudou a corimba e os alabês e a todos os presentes. Finalizado o evento, o levamos para descansar, não sem antes ele cantar para alguns irmãos uns pontinhos de Omulu e de Boiadeiros. No dia seguinte, seguimos ao aeroporto, Pai Pedro como sempre alegre e disposto, brincando com os funcionários da empresa aérea. Ao nos despedirmos, ouvimos Pai Pedro de longe, cantando baixinho ao entrar no embarque: “…deixa a Umbanda melhorar… deixa a Umbanda melhorar…” Sim, senhores, que a Umbanda possa sempre melhorar, produzindo homens que se dedicam tanto a ela como Pai Pedro, este exemplo de ser humano e Umbandista, doando-se de alma, mais do que de corpo – como deve ser com quem chega a sua idade com vontade de trabalhar pela espiritualidade – atento à idéia sempre viva de que Umbanda é trabalho, fé, amor e caridade, mas acima de tudo Umbanda é alegria e felicidade.
Ayan Irê Ô!
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O Candomblé

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Hoje, quando se fala em “candomblé”, o que se tem em mente é um tipo específico de religião formada na Bahia, denominado candomblé “Queto” ou “Ketu”, que atualmente pode ser encontrado em praticamente todo o País. Mas o termo candomblé designa muitas variedades religiosas, como veremos adiante.
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