Arquivo mensal: janeiro 2013

O Movimento Jovem Umbandista

O Movimento Jovem Umbandista

Matheus Zanon Figueira

Começo por destacar o preconceito que nós umbandistas sofremos no nosso dia-a-dia. As brincadeiras de colegas de trabalho, de familiares, de amigos…

A expressão de incredulidade quando expressamos sem vergonha a nossa religião. Sim, eu sou UMBANDISTA! E pronto. Logo começa o rebuliço. E as perguntas fluem.

Admito e concordo que muitas dessas dúvidas são comuns e até consideráveis, mas é cada coisa que se ouve…

E a que devemos toda essa falta de esclarecimento? Todas essas dúvidas que seriam tão fáceis de serem explicadas? A falta de estudo!

Muitos acham que ser Umbandista é só chegar no terreiro, incorporar e pronto. Cumpri minha tarefa.

Mas a Umbanda também é estudo. Estudo para se entender o porquê do caboclo gritar, o porquê do charuto do Exu ou da água e da vela tanto usadas pelos Pretos Velhos. Estudo para se entender a nossa fé.

E aí chegamos a juventude. E sua eterna sede pelo saber (ou ao menos assim deveria ser…).

É fraca a presença e a participação de jovens nos terreiros de Umbanda. Talvez por falta de informação ou até por vergonha de serem taxados de macumbeiros.

Por quê será que os jovens esperam envelhecer para adentrar em um terreiro e às vezes desencarnam jurando que são espíritas e não umbandistas?

Por quê o medo e a vergonha do jovem levantar a bandeira da Sagrada Umbanda? De agradecer a Zambi e desejar a paz de Oxalá?

Sei que a nomenclatura não importa. Seja Deus, Alá, Zambi… Mas porque não usar a nomenclatura própria da Umbanda? Será que é tão difícil o jovem lutar para desmistificar a Umbanda?

A Umbanda é uma religião aberta que permite diversas interpretações. E isso acaba dificultando o estudo.

Estudo para se entender o porquê do caboclo gritar, o porquê do charuto do Exu ou da água e da vela tanto usadas pelos Pretos- Velhos.

Às vezes a corrente que você segue no seu atual terreiro não será a corrente (de pensamento) que será no próximo.

Não existe uma “bíblia” explicitando a prática e os conceitos da Umbanda. Isso varia de terreiro pra terreiro. Mas será que a troca de experiências não nos auxiliaria a compreender melhor a Umbanda?

Não estou propondo aqui uma estilização da Umbanda. Uma unificação de culto. Não!

O que digo é, unirmo-nos em uma frente para acabar com o preconceito, com a falta de estudo e compreensão. E poder oferecer esclarecimento para todos que se interessam por essa linda religião.

Isso é dever de todo Umbandista! Mas deveria ser um desejo especial o jovem. Lutar pela justiça!

Quantas barreiras impostas a Umbanda já não foram quebradas por uma geração anterior a nossa? E o que a nossa geração faz? Nós somos o futuro da Umbanda! Seremos nós que escreveremos os próximos 100 anos de nossa história como religião. Assim como no início.

Ou será que esquecemos que foi um jovem o aparelho utilizado para a decodificação da Umbanda? E que são os jovens, os jovens de espírito principalmente, que lutaram e lutam para que a nossa religião seja respeitada.

A Umbanda é juventude! Juventude com seu desejo de se impor sem agredir. A juventude com sua vontade de buscar e compartilhar conhecimento.

Então, avante filhos de fé!

Vamos buscar. Vamos partilhar. Vamos vivenciar.

Vamos ser UMBANDA!

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Meu Pai, Minha Mãe…

 ImagemConstantemente médiuns ou umbandista novos me vem perguntar a respeito do Pai de Santo, qual sua real função, qual o tipo de tratamento ele deve receber e qual é o seu real objetivo dentro de uma casa de Umbanda, confesso que na maioria das vezes maquio muito a minha resposta para não parecer ignorante, ou retrógrado ou até mesmo moderno de mais, porém, hoje me dei conta de que uma grande parcela de ótimos médiuns e umbandistas verdadeiros deixaram nossa religião justamente por causa de seus líderes e acho importante então esclarecer o seu papel para que entendamos que nem sempre as coisas são o que parece. Em primeiro lugar qualquer sacerdote que seja nunca, nunca, nunca será maior que os seus filhos em se tratando de superioridade espiritual, será que isso realmente existe?, qualquer líder que se ache maior que os seus liderados não é digno de ter esse título o título de Pai então nem se fale, chamamos nossos zeladores de pai e mãe por que acreditamos que eles sejam justamente isso em se tratando de fé: pais e mães, por que? por que é missão dos progenitores guiar seus filhos e ensina-los os caminhos da vida. O seu Pai ou sua Mãe nunca poderá agir com você de uma maneira que os pais não ajam com seus filhos pois se isso acontecer ele não é seu pai nem sua mãe ele é simplesmente uma pessoa que quer sua presença para dar volume em sua casa, já me cansei de pessoas que vem até mim falar que seus “pais ou mães” disseram que eles iam se dar mal na vida se saíssem do terreiro, não entendo isso, pois, se a pessoa tiver realmente um sentimento de familia pelo médiun quando ele visse seu filho em perigo não iria reafirmar o risco mas sim tenta-lo ajudar a se safar. Não entendi ainda qual é o papel dos supostos zeladores que se sentam em suas “cadeiras de espaldas” e dali ficam a ditar regras e dizer que são o certo da terra por que são pai e não sei o que, meus irmãos, o sacerdote umbandista não é em nada maior que seus filhos, a já falecida Mãe Zilmeia,filha do fundador da Umbanda Zélio de Moraes cansou de dizer “a única diferença entre eu e os médiuns da corrente é que tenho algumas responsabilidades a mais que eles não possuem” basta dizer que nas primeiras casas de Umbanda, até hoje, não existe a famosa “cadeira do pai de santo” ficando o dirigente do trabalho em pé ou junto de seus filhos durante os ritos e nisso vemos o verdadeiro papel do Sacerdote Umbandista, aquele que se junta a sua familia espiritual ficando em pé com eles, chorando com eles, aprendendo com eles e crescendo com eles. Nessa minha pequena caminhada umbandista já vi de tudo que se possa imaginar em se tratando de zeladores: alguns que possuem casos afetivos com filhos, outros que mentem para segurar filhos em casa, outros que tiram de seus filhos o seu próprio sustento por que se acham privilegiados e não podem trabalhar, outros que não sabem nem o que é umbanda e se dizem donos da verdade, já vi até alguns que proíbem seus filhos de irem em outras casas, esses útimos, imagino eu, devem ter medo dos filhos descobrirem verdades em outros lugares que estão ocultas em sua casa por que eu não vejo motivo para “o pai proibir o filho de ver e conhecer os seus outros familiares” dizer que se proibe o filho de conhecer casas para que o mesmo não seja prejudicado espiritualmente é o mesmo que dizer que a pessoa não tem capacidade para ser zelador pois o papel do sacerdote é guiar, é ensinar a se proteger das energias negativas, dos maus espiritos e esses não estão só em terreiros estão em qualquer lugar até mesmo dentro da sua própria casa, ou seja,o correto não é proibir o filho de conhecer e sim ensina-lo a se proteger, acho que está mais que na hora dos famosos pais e mães pararem de ensinar as famosas “amarrações” e “destruições” para seus liderados e ensinar o que é bom de verdade,o que é Umbanda, o que é crescer.

 Se você frequenta uma casa aonde não se sente bem por causa das atitudes de seu Zelador não generalize o problema como sendo a Umbanda, conheça outras casas, outros sacerdotes e constate que o problema está no seu Zelador, ouça seu coração,se for preciso mude de casa mas não abandone essa maravilha divina chamada Umbanda. Como dizia Mahtma Gandhi:

 “ Admiro Cristo mas não admiro os cristãos, pois o Cristo vivia sem falar, e os cristãos falam sem viver”


Aos meus irmãos Axé.

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BARALHO CIGANO NA UMBANDA! [PARTE 2]

Estudo do Arquétipo Lua;

O ASTRO
Satélite natural da Terra e facilmente observada a olho nu, principalmente quando está mais próxima (perigeu). (O apogeu é quando está mais distante da Terra).
Realiza simultaneamente os movimentos de translação (em torno da Terra)  e rotação (em torno de seu próprio eixo), tendo sempre a mesma face voltada para a Terra. (não confundir a mesma face com a mesma fase, pois embora tenha sempre a mesma face voltada para a Terra, seu alinhamento entre a Terra e o sol, resulta em um efeito luminoso diferente ao longo do mês. Ou seja a face é a mesma, mas como se mostra (iluminada) para nós (Terra) é diferente, resultando nas 4 FASES LUNARES ). Continuar lendo

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Baralho Cigano na Umbanda! [Parte 1]

Ciganos

A mulher cigana tem por tradição uma forte ligação com as artes adivinhatórias (ou divinatórias).
Aprendem desde cedo a realizar a leitura de mãos e  do baralho, respectivamente quiromancia e cartomancia.
A pedidos de leitores, irei iniciar nesse blog, um estudo sobre os arquétipos do barralho cigano.
Esse estudo tem por objetivo fazer com que médiuns que trabalham com as entidades ciganas, aumentem sua percepção sobre esses arquétipos.

Para isso, iremos ver:
– Arquétipos
– Precognição
– Sincronicidade
– As cartas individualmente
– Leitura

Estudo do Baralho Cigano: Noção de Arquétipo Continuar lendo

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Desenvolvimento Mediunico na Umbanda

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Me lembro com uma riqueza de detalhes fora do normal das minhas primeiras giras na Umbanda, me lembro dos arrepios, dos pontos tocados, das tonturas, e me lembro também do conselho de um Preto Velho que foi fundamental em meu crescimento enquanto médium “… Se meu fio nun buscar, eles não vai vir…”  Naquela época era novo na religião e, por mais que quisesse, não consegui entender o que quis dizer o Velho para mim, porém, o tempo passou e hoje quando tenho que ajudar pessoas no desenvolvimento a simples frase me vem a mente só que dessa vez com um significado profundo e sábio. Todos nós somos médiuns, todos nós nascemos médiuns, a mediunidade é, na pura verdade, a faculdade natural que nos permite travar contatos com o mundo além da matéria, aquele que os nossos olhos físicos não conseguem ver, dessa maneira ela é algo que sempre existiu e que sempre vai existir, a pessoa pode não liga-la ao universo espiritualista mas ela continuará existindo. Continuar lendo

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Zé Pilintra e Família (Malandros na Umbanda).

Seu Zé Pelintra, assim como outros guias que trabalham no Catimbó, trabalha também na umbanda.

Na medida em que o Catimbó entra na área urbana, território típico da Umbanda, ou mesmo a Umbanda vai para o interior estas duas práticas tem que se encontrar. É neste momento que certamente Zé Pelintra entra para o Catimbó.Isto certamente ocorre nos centros onde pessoas de Umbanda também trabalham com mestres e provavelmente já eram de Umbanda e absorvem o Catimbó em um movimento muito típico da Umbanda que absorve várias Religiões e Culturas.

No Catimbó ele é Mestre, e por ser uma entidade diferente das que são cultuadas na Umbanda, ele não trabalha numa linha específica, porém, sua participação mais ativa seria na gira de baianos e, em alguns casos, na linha da esquerda, como exú. Sua principal marca é ser um espírito “boêmio”, “malandro” e brincalhão e, mesmo assim, trabalha com muita responsabilidade. Seu Zé cobra muito de seus médiuns, cobra por seriedade, entrega, disciplina, dentre outras virtudes.

Na direita ele vem na linha de baianos, fuma cigarro, bebe batida de coco ou simplesmente cachaça. É representado por uma tradicional vestimenta (calça branca, sapato branco, terno branco, gravata vermelha e chapéu branco com uma fita vermelha). Continuar lendo

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A Rosa Vermelha de meu jardim

As pessoas que possuem contato direto comigo sabem o quanto levo á sério a minha religião, a Umbanda, por ela discuto e faço questão de ir até o fim, fico super decpecionado quando tenho que discutir sobre ela com umbandistas e claro, um assunto que sempre está a tona é Exu e Pomba Gira. Não entendí até hoje qual a razão pelo qual alguns irmãos teimam em ver mal na linha de esquerda, talvez seja pela maneira de manifestar (que é uma obrigação do zelador doutrinar) , ou talvez seja por que eles não tem vergonha de nos mostrar quem realmente somos, não sei, mas uma coisa temos que ter certeza: Exú e Pomba Gira são seres de presença muuuuuito importante em nossos trabalhos, não se faz nada sem Exú, ele é o verbo “fazer” em excelência, ele é a nossa guarda, é ele quem fica na porteira, é ele quem ordena a realização de trabalhos no astral, e o mais importante, ele é a segurança do terreiro e de seus filhos. As casas de Umbanda que não cultuam Exú ficam á mercê de ataques de seres inferiores, de trabalhos mandados por outros, e sem realizar o equilibrio das forças. EXÚ NÃO É DEMÔNIO. Continuar lendo

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Macumbeiro ???

Não sou macumbeiro não, sou umbandista,
Umbandista de coração.
Sinto o desejo de ser sempre melhor
E os guias do terreiro sempre me dão a mão,
Me ensinam a ter os pés no chão,
Me ensinam a amar o meu irmão.

Não sou macumbeiro não, sou umbandista,
Todo o mundo é minha familia, e isso não é força de expressão,
É a certeza de que esse mundo todo faz parte de meu coração,
É a certeza que todos somos irmãos.

Se faço o mal? Não
O mal é feito por cada um, dentro de seu coração,
Por mais que eu quisesse ou tentasse
Não conseguiria levantar a mão
A Umbanda que vive em mim
Falaria mais alto no momento da ação.

Tomo benção dos Pretos Velhos
Com eles sento no chão,
Não me acho digno de ficar na mesma altura
De quem me ensina o amor, a caridade, o perdão.

Não sou um “bon-vivat”
Mas como gosto de estar com os senhores do prazer,
Beber e conversar com eles me faz ter segurança,
Certeza de que não estou sozinho,
Certeza que em segurança vão me manter.

Visto branco, uso guia
Acendo vela,
Como farofa e uso dendê,
Danço e incorporo,
Sem minha Umbanda não conseguiria viver.

Não por que ela é a razão da minha vida,
ela me ensinou que essa razão é o crescer,
Mas é que com ela a vida é tão bonita,
Tão bonita que até as dores e sofrimentos deixam de ser o que são
E se tornam oportunidades, todas para eu poder crescer.

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Fumos e bebidas

A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.

O FUMO

O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e aignorância.O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião.
Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma. Continuar lendo